Atenção!
É importante afirmar e relembrar que, antes de sair por aí colhendo qualquer planta achando que é comestível, sempre é bom certificar-se de que ela é mesmo uma PANC. Preferencialmente (se possível), leve a planta, a semente ou a forma de propagação para casa e plante-a. Espere as novas mudas crescerem para consumi-las com segurança. Caso consuma a que veio da rua, sempre lave bem a planta e avalie o ambiente em volta de onde ela estava, para ter certeza de que é seguro o consumo. Além disso, quando for prepará-la, verifique qual deve ser a sua forma de consumo — seja crua ou após o cozimento (branqueamento) para remover as toxinas.


Amaranthus viridis
caruru, caruru comum, caruru-de-mancha, caruru-verde, bredo, caruru-de-porco, amaranto-verde




Família - Amaranthaceae.
Características - Herbácea, ereta, caule ereto, simples ou ramificado, altura de 60 a 100 cm de altura. As folhas são simples, alternas, ovaladas, de coloração verde intensa, podendo apresentar manchas acinzentadas ou castanho avermelhadas na parte mediana. Florescências esverdeadas. Sementes negras ou marrom escura.
Ciclo de vida - Anual, com ciclo de vida curto (60 a 70 dias).
Propagação - Exclusivamente por sementes.
Como identificar - Podem ser identificadas pelas suas folhas ovais verde-claras, frequentemente com uma mancha arroxeada no centro, caules macios e verdejantes (sem espinhos) e inflorescências finas e verde-claras.
Nutrientes:
Cálcio;
Ferro;
Zinco
Magnésio;
Potássio;
Fibras;
B1;
B2;
Vitamina A;
Vitamina C.
Usos culinários - As folhas podem ser consumidas somente depois do seu cozimento por possuírem toxinas. As folhas são utilizadas principalmente para fazer refogados, sopas, caldos, recheios, farofas e sementes.
Regiões - É encontrado em todas as regiões do Brasil.
Onde são encontradas - Calçadas, muros, canteiros, jardins, terrenos baldios, hortas urbanas, comunitarias, pomares, quintais e feiras livres nordestinas.
Hovenia dulcis
uva-do-japão, uva-japonesa, uva-da-china, cajueiro-japonês, tripa-de-galinha ou macaquinho






Família - Rhamnaceae.
Características - É uma árvore de grande porte cujo fruto verdadeiro é uma pequena cápsula seca. O que se consome são os pedúnculos carnosos (hastes doces que sustentam o fruto). As flores são pequenas, bissexuadas, de coloração branco-esverdeada ou creme e levemente perfumadas. Reúnem-se em inflorescências pendentes e possuem grande potencial melífero, atraindo muitas abelhas. Folhas: São simples, alternas, grandes (10 a 15 cm) e possuem formato oval ou de coração (cordiforme). Apresentam textura coriácea (semelhante ao couro), com a face superior verde-escura brilhante e a inferior mais clara.
Ciclo de vida - A Uva-do-japão (Hovenia dulcis) é uma árvore de grande porte cujo ciclo de vida perene é composto por quatro fases principais: germinação (5 a 30 dias), crescimento vegetativo (3 a 4 anos para frutificar), florescimento (primavera) e colheita (verão/outono).
Propagação - Por sementes e estaquia.
Como identificar - A parte comestível não é o fruto em si, mas sim os cabinhos (pedúnculos) gordinhos. Lembra pequenos dedos ou garras, com uma textura retorcida e carnuda. São verdes quando jovens e tornam-se marrons ou castanhas quando maduras. Quando maduras (ou caídas no chão), são doces e lembram mel, canela e tâmara. Se verdes, amarram a boca (sabor adstringente). É grande (pode atingir de 15 a 30 metros), com casca escura e folhas ovais que caem no outono/inverno.
Nutrientes:
cálcio;
ferro;
magnésio;
cobre;
zinco;
vitamina C.
Usos culinários - Consumo in natura, preparos de doces, geleias, fruta seca (passas), pratos salgados, bebidas e fermentados.
Regiões - É encontrada predominantemente na região Sul do Brasil, mas devido a sua grande adaptabilidade climática pode ser encontrada em áreas pontuais das regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Onde são encontradas - Áreas urbanas: arbarização urbana, calçadas e ruas. Ambientes rurais e naturais: cinturões verdes e áreas de preservação. Comércio e cultivo: viveiros de mudas, lojas virtuais, feiras orgânicas e produtores.
Galinsoga quadriradiata
picão-branco, botão-de-ouro, fazendeiro, fazendeiro peludo




Família - Asteraceae.
Características - Herbácea anual, ereta, ramificada, com caules vilosos (cobertos de pelos), de 30 a 60 cm de altura, nativa no Sul a Sudeste do Brasil. Folhas opostas, ovaladas, as margens das folhas são denteadas (serreadas). Inflorescências em pequenos capítulos terminais, com 3 a 5 flores radiais (liguladas) com pétalas brancas e flores do disco amarelas.
Ciclo de vida - Anual, com ciclo curto (menos de 50 dias), sendo muito comum no outono e primavera.
Propagação - Exclusivamente por sementes.
Como identificar - Podem ser identificadas por suas flores das cores branca e amarelada, pelo caule coberto de pelos, ramificada, folhas opostas, ovaladas, folhas denteadas.
Cuidado para não confundir - A Galinsoga parviflora é quase idêntica, mas tem muito menos pelos e as flores são menores. Ambas são comestíveis!
Nutrientes:
cálcio;
ferro;
magnésio;
potássio;
vitamina C;
vitamina A.
Usos culinários - As folhas e ramos podem ser consumidos crus em saladas, tempero, refogado, cozidos em sopas, arroz e carnes.
Regiões- Apesar de se fazer presente em todas as regiões do país, ela é nativa e se desenvolve com maior frequência e facilidade nos climas mais amenos das Regiões Sul e Sudeste.
Onde são encontradas - Ruas, calçadas, floriculturas, hortos, terrenos baldios, hortas, pomares e beira de estradas.
Tropaeolum majus
capuchinha, chaguinha, capuchinha-grande, mastruço-do-peru, nastúrcio




Família - Tropaeolaceae.
Características - Herbácea anual, de ramos rasteiros ou escandentes, carnosos, retorcidos, medindo de 1-2 m de comprimento. Folhas membranáceas, glabras, peltadas, longo-pecioladas, com 5-7 nervuras principais saindo do ponto de inserção do pecíolo, de 4-10 cm de diâmetro, com bordos inteiros ou ligeiramente lobulados. Flores solitárias, grandes, de cor vermelha, alaranjada, amarela ou branca, muito ornamentais. O fruto é um triaqüênio globular e subcarnoso. Multiplica-se por sementes.
Ciclo de vida - Anual.
Propagação - Pode ser feita por sementes ou por estaquia.
Como identificar - Podem ser identificada através de suas folhas que são bem verdes, arredondadas (em formato de escudo ou moeda) e o talo se conecta exatamente no centro da folha (folhas peltadas). As flores possuem um formato de funil ou capuz, com pétalas grandes e cores quentes, geralmente em tons de amarelo, laranja ou vermelho. Pode se espalhar pelo chão como uma forração rasteira, ou crescer pendente e trepadeira se apoiada em cercas e muros.
Nutrientes:
cálcio;
ferro;
enxofre;
potássio;
vitamina C.
Usos culinários - As folhas substituem o agrião, as flores decoram pratos e recheiam-se, e os frutos imaturos fazem conservas semelhantes a alcaparras. Podendo fazer receitas como: saladas, sanduíches, sucos verdes, enrolar patês, refogados, molhos, entre outros. As flores são muito utilizadas de forma decorativa em pratos, mas podem ser consumidas inteiras e também fazer pastas como guacamole ou ricota.
Regiões - É encontrada em todas as regiões do Brasil.
Onde são encontradas - Ruas, calçadas, praças, parques públicos, feiras de produtos orgânicos e agroecológicos, mercados de produtores, floriculturas, garden centers, lojas virtuais de jardinagem.
Atenção: Evite colher em locais de grande trânsito ou áreas com possível contaminação por agrotóxicos, poluição e dejetos de animais.


Xanthosoma violaceum
taioba roxa, taiá-açu, taiarana, taiá-uva, mangará, malangada, taioba-verdadeira






Família - Araceae
Características - É conhecida por suas folhas ornamentais e comestíveis, destacando-se pelos pecíolos (talos) e nervuras de coloração arroxeada, além de suas raízes (rizomas) também comestíveis. Herbácea tuberosa, acaule, ereta, robusta e vigorosa, de coloração geral verde, porém mais frequente verde-arroxeada, de 60-110 cm de altura, nativa da América Central e naturalizada no Brasil.
Ciclo de vida - É perene, mas com comportamento sazonal.
Propagação - Facilmente por rizomas.
Como identificar - Ao observar a taioba roxa é a haste da folha, que possui uma forte coloração arroxeada, frequentemente recoberta por uma leve camada de "pó" esbranquiçado (cerosidade). As folhas têm formato de coração e possuem pontas que apontam para baixo. Há uma linha (friso) contínua que percorre toda a borda externa da folha. O talo encontra a folha na base do recorte do "coração", formando uma espécie de "Y".
Nutrientes:
magnésio;
manganês;
fósforo;
ferro;
potássio;
zinco;
cálcio;
vitamina A;
vitamina C;
vitamina do complexo B;
fibras alimentares.
Usos culinários - Sempre consuma a planta cozida, refogada ou assada. Nunca a ingira crua, pois ela possui altas concentrações de oxalato de cálcio, que podem causar forte irritação e coceira na garganta. Podem ser usadas as folhas, talos e tubérculos onde são utilizadas para fazer refogados, rizomas de taioba-roxa cozidos e fritos, panquecas de folha de taioba-roxa, sopas, caldos, chips de rizoma, entre outros.
Regiões- Pode ser encontrada em todo o território brasileiro, com maior predominância nas regiões Sudeste, Sul e em áreas de Mata Atlântica e Centro-Oeste.
Onde são encontradas - É encontrada no Brasil em feiras de produtores locais, viveiros de plantas, floriculturas, sistemas agroflorestais, ambientes rurais e quintais e crescendo espontaneamente em locais úmidos.
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